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A verdade sobre o caso do Chapeuzinho Vermelho

Descubra uma nova versão da famosa história do Chapeuzinho Vermelho. Você nem vai notar a diferença ao lê-la.

1. Você vai ler uma história estranha. Nela aparece uma conversa telefônica; você deve ordenar as respostas do entrevistado em relação às perguntas para construir o texto.

Hoje, em nosso programa de rádio, vamos entrevistar o detetive Roberto Ibáñez, famoso por ter descoberto as mentiras e escândalos de bastantes personagens de histórias infantis nos últimos anos. Queremos falar com ele sobre seu livro publicado há poucos dias e que já está se tornando um best-seller. Manolo não pôde vir ao nosso estúdio porque atualmente está em um congresso em Ulaanbaatar. Acho que o temos ao telefone agora.

Entrevistador:

1. Tenho o prazer de falar com Manolo Ibáñez?

2. Enrique Sanz, da Radio Singular.

3. Obrigado.

4. Bom dia, Sr. Ibáñez. Antes de mais nada, queria parabenizá-lo pelo seu romance, que está fazendo sucesso nas livrarias. E é precisamente por isso que estamos ligando, para lhe perguntar sobre o caso do Chapeuzinho. Em primeiro lugar, queremos saber por que o senhor decidiu investigar esse caso.

5. E quais foram esses acontecimentos que, segundo o senhor, se repetiram?

6. E qual foi aquela história incrível que contaram seis vezes?

7. Parece uma história bastante sólida. Por que ela lhe pareceu inacreditável ou suspeita?

Respostas:

a. Um momento, ele já vai atendê-lo.

b. Não... Quem está ligando para ele? Por favor.

c. Sim? Enrique, diga-me...

d. Eram as seguintes: A menina ia à casa da avó para levar um lanche (jantar em uma ocasião). Algumas horas depois, neta e avó chamaram a polícia e contaram uma história inacreditável. A casa da avó ficou destruída, e a seguradora pagou à avó uma grande quantia em dinheiro. Na realidade, seis grandes quantias, porque isso aconteceu seis vezes—seis!

e. Bem... há muitas razões... Mas a principal é que eu sempre parecia ver contradições demais entre as diferentes versões que o Chapeuzinho dera, mas logo descobri que não é que houvesse versões diferentes, e sim que os acontecimentos se repetiam várias vezes.

f. A menina disse que na floresta encontrou um lobo e discutiram sobre caminhos alternativos para ir à casa da avó (a avó do Chapeuzinho; a família do lobo é desconhecida). O lobo chegou primeiro, comeu a avó, vestiu-se como ela e esperou pelo Chapeuzinho. A menina chegou e, em resumo, chamou a avó—que era o lobo—de feia, e o lobo a comeu. Apareceu um caçador e os tirou vivos do estômago do lobo.

g. Em primeiro lugar, porque se o homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra, o Chapeuzinho é a única menina que tropeça seis vezes no mesmo lobo... e sempre em noites de lua cheia; isso não lhe parece estranho?

2. Do you want to know how the story ends? Here is the ending, read it.

- And what is your theory, Mr. Ibáñez?

- We know that werewolves exist and that, logically, means that she-wolves also exist, even grandmother-wolves... Yes, I am sure that Riding Hood's grandmother is a she-wolf; no wolf could look that good in a nightgown and a nightcap... On full moon nights, she destroys the house and then asks the insurance company for the money. For this, she needs her granddaughter's complicity, and together they invent the wolf farce.

- Incredible, you have surprised us once again, Mr. Ibáñez. And who are you investigating now?

- Someone named Cinderella.

- What is strange about Cinderella?

- The glass slipper... If the shoe is part of the enchantment, why is it still made of glass after twelve? Think about it.

- I'm speechless.

3. Diga se esta informação é verdadeira ou falsa; justifique as respostas.

6-versoes-do-conto-de-chapeuzinho-vermelho

2. O lobo comeu a avó seis vezes.

3. Os eventos sempre ocorrem em noites de lua cheia.

4. Chapeuzinho é uma menina-lobo.

5. Com a farsa, a avó busca receber o dinheiro do seguro.

4. Por que você acha que o detetive narra a história de Chapeuzinho Vermelho no pretérito imperfeito?

5. Como seria o relato no ponto F se começasse assim: “A menina disse que...”

6. Qual é o tempo verbal predominante agora? Por quê?

Soluções:


Para finalizar, você pode verificar como foi. Aqui estão as respostas.

1. 1 – b; 2 – a; 3 – c; 4 – e; 5 – d; 6 – f; 7 – g.

3. 1. F; 2. F; 3.V.; 4. F; 5. V.

4. O detetive faz uso do que chamamos de imperfeito narrativo, um recurso muito comum na linguagem jornalística, mas também deve ser levado em conta que ele está falando de eventos que se repetiram várias vezes e o uso do imperfeito é intencional, por parte do detetive, para enfatizar que não aconteceu apenas uma vez.

5. A menina disse que na floresta ela conheceu / havia conhecido um lobo e eles discutiram / haviam discutido sobre caminhos alternativos para ir à casa da avó (da Chapeuzinho, a família do lobo não era conhecida). O lobo chegou / havia chegado primeiro, comeu / havia comido a avó, vestiu-se / havia se vestido como a avó e esperou / havia esperado por Chapeuzinho. A menina chegou / havia chegado e, em suma, chamou / havia chamado a avó — que era o lobo — de feia, e este a comeu / havia comido. Apareceu / havia aparecido um caçador e os tirou / havia tirado vivos do estômago do lobo.

6. O pretérito (indefinido) porque a natureza do texto é agora narrativa e, além disso, a ação seria única, não repetida. Embora também pudéssemos colocar a maioria dos verbos no mais-que-perfeito (pluscuamperfecto), já que são eventos anteriores ao momento da narração, de acordo com as regras do discurso indireto.

Texto de: Carlos Oliva